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Guerra política derruba número 2 e paralisa MEC

Guerra política derruba número 2 e paralisa MEC

14

março

A disputa política instalada no Ministério da Educação (MEC) levou nesta terça-feira, 12, à demissão do número dois da pasta, o secretário executivo Luiz Antonio Tozi. A saída foi determinada pelo presidente Jair Bolsonaro ao ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Desde a semana passada, o ministério já teve sete funcionários afastados, está com editais paralisados e programas sem definição. Não há garantia de que Vélez, que tem sido criticado por apostar em ações de cunho ideológico e dar declarações polêmicas, vá continuar no cargo.
Tozi tinha perfil técnico, havia trabalhado para o governo de São Paulo e fazia parte de um grupo que vinha aconselhando Vélez a dar um novo direcionamento para o ministério. Outros dois grupos brigam por poder no MEC: os chamados "olavistas", ligados ao escritor Olavo de Carvalho - considerado guru do "bolsonarismo" - e os militares.
O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a "reformulação" na pasta pode chegar a 20 nomes. Entre os atingidos estariam outros seguidores de Olavo e integrantes do grupo do coronel Ricardo Roquetti, apontado como braço direito de Vélez e que foi desligado nesta segunda-feira, 11. Funcionários ligados a Tozi também devem pedir para deixar o MEC. Não está descartada ainda a saída de Vélez logo depois da viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos, mesmo com o presidente tendo dito na terça que ele "continua no cargo".


Fonte: www. noticiasaominuto.com.br

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